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terça-feira, 20 de março de 2012

fragmentos d’eu

Mecuro B. Cotto

Sendo parcela
do meu antônimo
que também me é
Apesar de adverso
diversifico o avesso
(Re)verso
Também consisto
em meu lado oposto
que ainda é parte
de um hemisfério
do incompleto
mistério que sou...

terça-feira, 23 de março de 2010

Poema alucinado

imagem do google

Quero uma semântica antiestética
A dialética histamínica e antiética
Uma estóica caneta caravela
Para navegar por minha escrita conturbada
E percorrer oceanos diferentes
caligrafando almas asfixiadas
por regras de palavras instigantes
Distribuir distúrbios falastrões
Conjuminando luares exeqüíveis
a vandalismos salgos e solares
Até que um tsunami ondulante
Desenhe a garatuja suicida
Na poesia da folha molhada

domingo, 14 de março de 2010

Reformismos


Eu sou literalmente inacabada
E literariamente incompleta
Gramaticamente imperfeita
Mas sigo assim mesmo
instigando meu instinto
desconsiderando a semântica
e pouco menos a estética
Não economizo acento
sou eclética
Prefiro a ênclise discreta
a um hiato eqüidistante
Dedicar-me-ei ao insólito
Usei mesóclise
não me incomodo
Pois da infiel e desleal grafia
Contenho na escrita que me guia
palavras que não se escreve como antes.

Rossana Masiero