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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Avilte

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Às vezes gente
se esparrama
numa esparrela
E chafurda
num charco
de embuste
Amiúde
isso acontece
A gente cai
na arapuca
e tanto mais
se debate
ainda mais
se machuca
Tanto a vergonha
Tanto o espanto
Que o que
amedronta
não consegue
superar
a dimensão
da afronta.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

a poesia

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A poesia está
na insônia
no assistir
ao nascer o dia
nas dores da lombar
e das melancolias
É encontrada
igualmente
na alegria
e na falta dela
Nas rimas
e na ausência delas
Nas fendas
frestas
e sendas
estreitas e fundas
Na culpa profunda
e na perversidade
No prazer
desesperado
e nas rendas
No engano
na bondade
Há muita poesia
na saudade
Existe no pântano
de dentro
nos cílios postiços
na cara de fora
No âmago
e no sândalo
Embaixo da pedra
em cima da cama
debaixo de um homem
em cima do palco
sob da luz
do lado da sombra
do lado do sol
num beijo aflito
Na grande escuridão
na fraca iluminação
das noites
e do coração.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Um modo em dois tempos

                  I
Esvaziada que eu ando
de improvisações e versos
já não me sobram
rimas nem canções
Entôo melismas
com meus fragmentos
só para impressionar
ouvidos desatentos
Bordo vogais desafinadas
embalando sílabas
no vento...


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                        II

Pois que de vésperas
eu nem mais padeço
Nem de esperas
que já não as tenho
Atravesso auroras
que já não vejo

E durmo...


Tenho o sono pesado
dos justos
e dos desencantados.


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