Paul Bond
Mantenhas-me longe
de maneira tal
que não possa
perder-te mais
do que jamais tive
Mantenhas-te longe
de mim
assim como nuvem
que se não se alcança
Fumaça
Vapor intangível
que dança
e que passa
Inaccessível
Fiquemos longe
todos os dias
que restam
de nossa poesia
Pela sanidade
e sobrevivência
dos versos meus
E peço mais
Tenhas a decência
de ao menos fingir
que és infeliz.












