terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Vazios

Dayanita Singh


Há certa
tristeza no ar
Um certo
desgosto a me afligir
Esquivo-me de lidar
Há uma aridez
a me assolar
Devastada
e deserta
Exauri-me de
esperas e ensejos
Doravante
sigo eu esmorecida
Tornei-me insossa
e exígua de desejos
vaga de anseios
e ciente demais
de ser
perecível...

11 comentários:

Tania regina Contreiras disse...

O prelúdio de um nascimento, é o que me parece traduzir o poema. A consciência aguçada da finitude inaugurará um momento? :-)

Beijos, querida...

Assis Freitas disse...

pois eu que de vazios é que sou feito,


beijo

Sonhadora disse...

Minha querida

Por vezes estamos assim...sem nós...sem rumo e sem norte.


Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora

Phoenix disse...

Adoro a foto..é tua?
Há dias em que o rumo se perde..se esfuma assim.

Beijinho, gostei muito*

Bípede Falante disse...

guarde os desejos como os pulmões guardam ar... que sejam eles os últimos a partir :)
beijoss

Dilberto L. Rosa disse...

Ainda bem que a tua veia poética e a tua pena carregada de tintas nunca perecem... Nada de tristeza: tua Poesia é cheia de vida e sempre te trará algo a mais... Um grande abraço e apareça,minha cara!

Desengavetados disse...

Saudades de te ler...hj to passando aqui observando tudo, me alimentando de seus poemas...e saindo de fininho...bjos!

MOISÉS POETA disse...

As vezes nem cabemos
no parco espaço por dentro...

Um beijo !

MIRZE disse...

MARAVILHA, ROSS!

Você descreveu o vazio do fundo do poço.

Parabéns!

Beijos

Mirze

Eraldo Paulino disse...

Vazio é isso.

Você está proibida de continuar sumida assim...

Bjs no batom!

NDORETTO disse...

Lendo tudo!