segunda-feira, 3 de julho de 2017

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Não importunem
a menina
Não acordem
os seus sonhos velhos
Nem evoquem
quem ela era
Não lembrem
quem queria ser
Que ela não repare
que já não povoa
lugar algum
Deixem a menina dormir
Ela já não tem mais
corpo de dançar
nem compleição
de ser bonita
Em seu rosto já vincado
o sorriso é um esgar
e seus olhos que
já não avistam
muito bem
perderam o lampejo
Seu coração carece ficar
resguardado
para que não padeça
de ser o que sobrou
Deixem em paz essa menina
Ela não precisa saber
da velha que se tornou.

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