Carrego tempestades
na mente e na alma
Raios e trovoadas
insistem em assombrar-me
Levantam meus telhados
de dentro para fora
Revolvem-me
pois que o temporal
está dentro de mim
E ele não cessa
se não me entrego
Acelera o coração!
Pulsa a veia!
Sobe a pressão!
Pula a alma!
Medo e sobressalto.
Sintomas sinistros...
Susto que nunca passa.
Morte que nunca morre
Até derramar-se
como chuva forte!
e de repente se acalma
lava a alma
leva a alma
E quando se vai
resto eu acuada
Escondida n'algum canto
envergonhada
assustada
Sobrevivente
sem rimas
de mais um ataque
de pânico...
