Dispõe-se doce a regalia refinada
Sobre a indisposta e acirrada picardia
A luz presente profetiza o momento
Da delicada mão da psicografia
E é assim que nascem todos os poemas
De prenúncios e sismológicas sofias
Em que se amparam assombrosos teoremas
Bem mais que o ávido poeta suporia
É mais que óbvio que o vate sofreria
E de verdade é assim que ele morre
Nas mãos do sôfrego desejo inclemente
Busca incessante por versos à revelia
A mão destemperada ao papel só corre
Incidindo sobre a infindável vertente
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