quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Seppuku


 

Suicido
em alguns dias
Mato-me
com lembranças
e poemas
Morrer enfim
nem é tão ruim
Perecer às vezes
me atenua
Faz de mim
um louco
pouco original
Na verdade
nem me importo
de viver morrendo
Isso tudo é
absolutamente
normal
Para que tanto
estardalhaço
Se todo mundo morre
no final?


Rossana Masiero

32 comentários:

Lara Amaral disse...

Morrer aos poucos ou de uma vez? Eis a questão, se aos poucos não te fizer definhar...

Beijão! Sua nova foto está lindíssima!

mirian disse...

"Na verdade
nem me importo
de viver morrendo"

(amiga, vai escrever bem assim..., viva para sentir e sinta para escrever...)

beijos

Palavras que falam por mim disse...

Olá, antes de mais nada, parabéns pelo blog!
E por acha-lo de muito bom gosto é que o/a convido a vir conhecer a proposta do meu Blog para você.

Aguado sua visita!

Forte abraço!

Ka s2

Mai disse...

Ao último morrer - eu sei - não me dedico nem um instante.
Mas te confesso que há mortes diárias às quais exercito e justo por elas, acabo por sobreviver ao morrer definitivo.
.
É que arrastar lembranças morimbundas num sem fim, me parece tão cruel quanto suicida. Então me recuso e, deste absurdo, Rossana, eu sei, não me morro.
.
Mas, das pequenas mortes diárias, aquela que mais gosto é o morrer de amor. E, mil vezes, dela renasço mais viva e amante porque desse morrer eu quero morrer é sem pressa.

beijos.

Mirse Maria disse...

Belo poema Ross!

Bela fotografia que se posiciona contrária à beleza do poema.

Quando a gente não se mata, matam a gente.

Acho que o suicídio deveria ser uma opção, mas como não é, e em respeito à vida que muda e renasce sempre, brindo à nossa vida!

Beijos

Mirse

Eraldo Paulino disse...

As vezes eu tenho vontade de deixar uma lista cheia de elogios lindos pré-produzidos, pois tenho certeza que serviriam todos pra você. Você é sempre impecável!

Bjs de borrar batom!

Desengavetados disse...

Ahn...você me faz lembrar de Mário Quintana sabia?
Uma vez ele escreveu assim:

"Tão bom morrer de amor e continuar vivendo."

Você manteve diálogo com ele nessa poesia linda e intensa.

Aodrei descobrir você por aqui.

Abraços e apareça no meu blog quando quiser:

http://www.desengavetados.blogspot.com/

tonhOliveira disse...



oAMORteDÁ
aMORTEtira!

Somos m(h)orríveis...

Beij♥s vivos!

Batom e poesias disse...

Grata Larinha.
Bjca

Batom e poesias disse...

Miroca...
Te adoro.

bjs

Batom e poesias disse...

Vou lá sim, Ka s2.
Obrigada pela visita.
bjs

Batom e poesias disse...

Mai...
Você é pura inspiração.
Bj♥

Batom e poesias disse...

Mirse, minha amiga.

Eu me mato só um pouquinho.
Sou só um bocadinho masoquista.
Bj♥

Batom e poesias disse...

Eraldo,
"Imecável" não é um adjetivo adequado para colocar nessa sua lista... rss

Você me faz feliz.
bjs

Batom e poesias disse...

Andréa (desengavetados), vou conhecer sim o teu cantinho.
Agradeço por vir.
bj

Batom e poesias disse...

TonhO,
Que capacidade você tem de brincar com as palavras, meu amigo.
Grande poeta de letras e imagens.
bjs

Lelli Ramz disse...

Ois

como Nietzsche defende q sejamos nós responsáveis pela sua morte...


mas s somos... tb somos pela vida...e antes q s mate... VIVA!

BJINHS, MORTES E VIDA

Lelli

Paulo Tamburro disse...

OI ROSSANA,achei o seu blog o maior barato.

Apeasr da temperatura média de 41 graus aqui no Rio de Janeiro , minha cabeça ainda não assou e mantém a vitalidade para saber o que é bom.

E você escreveu uma poesia muito boa.

Minha praia é outra, pois escrevo ou tento escrever textos de humor, em todos os meus blogs.

No entanto, confesso que tenho uma enorme admiração por pessoas como você que sabem abstrair-se em estrofes de encantamento poético.

Muito bom.

Um abração carioca!

Batom e poesias disse...

Oi Lelli
Mesmo com a morte rondando-nos, vivamos então...
Grata pela visita.
bjs

Batom e poesias disse...

Oi Paulo
Agradeço muito suas palavras, e visitei seu cantinho de "humor em textos".
Gostei muito!

Que bom que, apesar do calor carioca, você mantém a mente ventilada e bem humorada.

Volte sempre.
bj

BAR DO BARDO disse...

É fato, saca?
Mas eu prefiro
sem faca!

Batom e poesias disse...

Que bom que veio, Prof.
Anda sumido do meu cantinho.
Bjs

Wania disse...

Rossana querida

Às vezes, temos que matar o que nos mata para podermos voltar a vida, mas não é nada fácil fazer isso... Muitas vezes insistimos em coisas que não nos acrescentam nada, muito pelo contrário, nos "esvaziam" por dentro, por puro medo de romper e abrir espaço para o novo...acabamos descobrindo mais tarde que morrer, enfim, nem é tão ruim.


Que as nossas mortes se façam, para que possamos viver melhor!



Lindo, como sempre! Da Alma, como sempre!
Bjo imenso pra ti, minha amiga

Grupo Cero VersoB disse...

Gostei muito do blog!!

Não somos o que parecemos,
mas também que faríamos se o outro não nos dissesse o que parecemos?

Este poema me fez lembrar o que diz o poeta Miguel Menassa:

"Morrer sempre é o mais fácil,
difícil é seguir vivendo."

Mas claro a morte na poesia é uma palavra mais, e para o poeta um personagem muito importante. Se queres podes acompanhar versos do poeta na sua relação com a morte, no Grupo Cero Verso B, nas postagens dos últimos dias,

com carinho,
na poesia,

Batom e poesias disse...

Wania
É assim mesmo.
Somos fenix e renascemos das cinzas para a poesia.
Meu coração gosta muito do seu.

beij♥s

Batom e poesias disse...

Grupo,

"Eu fico com a pureza da resposta das crianças
É a vida, é bonita, e é bonita...

Muito bom seu blog.
bjs

Ianê Mello disse...

"Viver é ir morrendo aos poucos."

Belo poema.

Bjs.

Batom e poesias disse...

Fico feliz que tenha gostado Ianê.
Um beijo.

guru martins disse...

...assim
morrer enfim
nem é tão ruim...

bj

Batom e poesias disse...

Nem é guru...
E mesmo se for, dá para impedir?

bj

Marcia Carneiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcia Carneiro disse...

Tua poesia é tudo. Essa volta estonteante e balanço de entortar, acende qualquer linha, faz nascer de novo, com muito prazer e vida. Até onde se nasça e morra todo dia... Morrer é começar de novo... Amo tuas palavras e esse jeito de temperar ! Beijão! Obrigada pela visita ao meu poema do curta.