sexta-feira, 18 de setembro de 2009

FALTA FALTA


Flor do cerrado - imagem gentilmente cedida por Jorge Stark Filho


Ando sentindo falta da falta tua
Da falta que me fazias
Da tua falta que me inspirava
nas jornadas da elegia
Mas depois de desesperar
da tanta falta que havia
parece que fiquei vazia
Despoemei as entranhas
Já não mais me acometia
o antigo e estóico lirismo
E a linguagem se atrofia
Estando então eu assim
tão oca e despreenchida
da tua falta em mim
desencantei da poesia.
.

22 comentários:

Lara Amaral disse...

Que teimosia a nossa, às vezes, de sentir falta da falta. Nossa mente tenta deixar para trás, mas não queremos essa proteção, e nos abrimos, novamente, para outra falta... do vazio.

Bonito poema, Rossana.

Beijos.

BAR DO BARDO disse...

Oi, Ross!

Lacuna, intervalo, falta, vão, fresta, espaço preenchido por nada... Você nem imagina quantas vezes já me desencantei das koyzas da vida, inclusive da poesia. Seu texto me remete a mim mesmo... oco.

Beijo!

Mirse Maria disse...

Lindo esse poema!

E como acontece! Cada um de nós sente uma falta de alguma coisa.
Ainda bem, que poeeta como és, a poesia preenche a falta!

Tendo saúde e paz no ambiente onde vivemos, muito pouca coisa falta!

Beijos

Mirse

tonhOliveira disse...


mui loco oco no coco...


As vezes o tudo é falta...

Beij♥s!

O mar me encanta completamente... disse...

Olá , venho me desculpar pela ausencia, mas não estou bem de saude.
Estamos muito traumatizados e tristes com tudo o que aconteceu, (viste la no meu blogue)
Vim agradecer teu carinho,
e dizer que é sempre uma delicia "viajar" aqui no teu cantinho, caminhar por tuas palavras...


Bom fim de semana.

Adriana Karnal disse...

parece q os poetas têm o mesmo sentimento frequentemente...

Mateus Araujo disse...

Enquanto desencantas, eu me encanto!

Esta letra rosada, senti o batom.
Foi deslizante
Não mais ainda que o poemeto
Muito belo!
Bjoo

Mário Lopes disse...

Agora que as palavras não te encontram, nem escavando nascem de ti, que os dias são iguais a outros dias em que a página se mantém em branco, vinte e quatro horas vezes vinte e quatro horas, nua, nua como campo de neve em que os pássaros não pousam, eu fui procurar outras palavras que deixaste no caminho (como pedrinhas, lembras-te?) e que falavam de como doía o parir do poema, mas como escrever era maior do que todo o prazer. Trago-tas, agora, ainda luzindo, luzindo como traços de luz do teu olhar, para iluminares a noite que te quer desencantar da poesia.


Como caliandra encantada nascida em terreno agreste, assim é o teu poema.
Beijo florido.

Solange Maia disse...

Rossana,

É impressionante como o amor preenche, que seja de falta, ou de ausência, mas há lá dentro uma razão, uma inspiração...

Estou aqui, torcendo, para que encha, encha....

Beijo carinhoso

(linda imagem !!!!)

Stella Tavares disse...

Belíssima! Refinada falta, dessa falta que te inspira e nos premia com
tão linda poesia. Parabéns!
Bjs

Amiga do Cafa ( Celamar ) disse...

Que nada.....
" A falta tua" deu uma boa poesia...risos
Bom final de semana !

Batom e poesias disse...

Larinha,
A gente acha motivo para reclamar de tudo, só pra conseguir fazer um pouquinho de poesia... rss
bjs



Henrique,
Então temos também a "oquice eventual" em comum. Sinto-me melhor.
Espero que não esteja bravo comigo, pois andas tão distante...
bjs



Mirse
Talvez falte pouco sim, mas a gente sempre quer tudo.
Querer a gente pode... E é tão humano, né?
Bjs



TonhOco,
Adoro tuas loucuras.
Andei lendo lá pelo bar do bardo, que andas tristinho.
Entra fila... hehehe
bjim



Moça que o mar encanta, vou visitá-la sim.
Seja como for, estou muito grata pela visita.
bjs


Adriana ,
Tenho certeza disso.
Os poetas são uma espécie de tribo que - mesmo sem admitir - têm sentimentos muito semelhantes que cada qual expressa a sua maneira.
bjs



Mateus,
Você escreve tão bem que mando-te um beijo estalado de batom bem rosado dentro do seu coração!
Bjs



Mário,
Lembro sim e me encanta que lembres também.
Dói mesmo “parir” poemas, mas ainda é o maior dos prazeres.
Este também doeu, mas mesmo assim nasceu "despoemado".
Bjs



Solange
O amor tem mesmo esse poder...
Feliz por ter gostado
Bjs



Stella
Eu vou indo assim... falando de tudo um pouco, e se um poema se faz, eu fico feliz.
Bjs



Celamar
A gente se espreme de tudo quanto é jeito... rss
Importa poemar.
bjs

Whesley Fagliari disse...

Querida Rossana,

Linda a sua inspiração que oscila entre tantos encantos... Vc é tão certeira em sua poesia que nem precisa de palavras para dizer o que dizes... Adoro-te! Inspiro-me por aqui, entre batom e poesias... Obrigado! Parabens!

Desculpo-me pela ausência... Ando fazendo outras coisas que estão exigindo minha completa atenção... Logo passa!

Luz e paz!

Com carinho imenso,
Whesley

Batom e poesias disse...

Meu querido amigo Whesley.
Compreendo sua ausência e desejo sucesso nos seus projetos.
Agradeço a visita sempre doce e gentil.
bj

Miltextos disse...

A flor é a falta
A flauta é a falta
A flor é a flauta

Silogismos.

Thania Klycia disse...

O ser humano precisa ser preenchido, nem que seja com a falta daquilo que já não tem mais...

Batom e poesias disse...

Poetinha,

Planto a flauta
Toco a flor
e choro a falta.

Rossanismos
bj

Batom e poesias disse...

Thania
Precisamos preenchidos com qualquer coisa, até de vazio.

Obrigada pela visita, querida.
bjs

mirian disse...

meu bem....perfeição....adorei...
beijão

Mai disse...

Belo poema, tema fraturante e real.A dor as vezes caleja, não Rossana?
Poetizar a dor, por vezes preenche. Vazios, o oco e as pontes, as fontes perenes da arte.

beijos, querida.

Batom e poesias disse...

Miriam...
Você é suspeitissima...rss
bjs

Batom e poesias disse...

Mai,
Como sempre seus comentários acabam sendo mais belos que os poemas.
Adoro.
bjs