
A dimensão do teu instante
é para mim imensurável
Vives num universo paralelo
onde a relatividade te tornas
inatingível.
“Paralelo” nem é a palavra exata
Em teu universo
somos você e eu
duas retas não colineares
Incongruentes
Cruzaram-se n’algum instante
em algum ponto,
onde cruzaram tantas e infinitas outras retas
Nossa intersecção entretanto
gerou um archote luminoso
Hoje...
lembrança geométrica
Seguimos adiante
não perpendicularmente
Somos apenas retas
correndo paralelas
em direções opostas,
diferentes
Nossos pontos de vistas
são tão finitos
Não há sequer três
para se fazer planos...
Entre Euclides e Einstein
prefiro acreditar que toda reta é curva
E que ainda
No infinito dos tempos
voltaremos a nos encontrar
Um comentário:
Rossana, eu já entendi com o tempo que nem tudo que é óbvio, objetivo, provável segue linhas previstas. Há desvios de retas em toda parte, há mudanças de rotas em todos os caminhos. sabe por que? é que o mundo não existe para confirmar regras, teses, pressupostos, nos movemos dentro dele para recriar o inefável, o inatingível. Pode crer, o encontro pode se dar nas dobras de linhas mesmo paralelas, de modo quântico, como atravessamentos da força de eros, de tudo que move os desejos. bjs
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