
O meu discurso não combina com meus atos
Então sou mesmo sem nenhum tato
uma grande enganação
Os meu princípios não sobrevivem aos fatos
E foi para o ralo minha convicção
Não sei se o bem e o certo são verdades
Nem se dignidade é excelência
Pois em mim resta apenas
uma pilhéria paradoxal
De acharem que eu sou o que não acredito
E que é normal
Então sou mesmo sem nenhum tato
uma grande enganação
Os meu princípios não sobrevivem aos fatos
E foi para o ralo minha convicção
Não sei se o bem e o certo são verdades
Nem se dignidade é excelência
Pois em mim resta apenas
uma pilhéria paradoxal
De acharem que eu sou o que não acredito
E que é normal
fazer o que eu não acho bonito...
26 comentários:
Em primeiro lugar, Rossana, lindo, lindo poema.
Em segundo, e respigando o final de um conto de Alberto Moravia, é como se entre aquilo que se fosse e o que mostrasse ser houvesse uma fraude, como se em ti existissem duas pessoas: uma que engana e outra que é enganada. Eu estou com esta última, é a ela que quero bem, responder-te-ia se te sentisses preocupada. Não estás, pois não?
Beijo carinhoso,
por dentro e por fora.
As coisas que alguns por aí julgam ser normais são as que mais me intrigam.
Muitas verdades em seus textos são menos ditas por aí. Por isso gosto de estar por aqui. Beijos!
Duas partes da mesma pessoa, Mário.
Uma sabota a outra, mas ambas são de verdade.
bjs
Fiz daqui uma espécie de confessionário poético,Lara...
rss
Nem sempre é fácil, mas fico muito feliz que goste.
beijinho
Rossana, o vazio é meio e quem tem coração cheio, escreve como tu.
E meia taça encobre dois seios e em um peito valente, não deveria haver culpas. Há portanto meio copo, meia taça e o grande conflito: ser ou não ser...Moral e o grande mal da civilização.
Eis a vontade de poder e a grande questão é que, prá ter vontade de poder, tem que ser e ter 'roxo' porque, para o poder ser exercido sem o tal conflito, não existe meia ética.
Então somos humanos e temos tudo isto.
Gostei um tantão deste teu poema.
Abraços,
Coração cheio sim, Mai.
De dualidades paradoxais que todos temos mas que pouco falamos porque incomoda.
Sendo assim, acho que tenho um peito valente.
Só falta livrar-me das culpas...rss
Grata por comentar.
beijos
O Freud foi uma farsa...ele só teve uma paciente: a própria filha....
mas eu até gostp do Freud. Mas não sou freudiano. Agora vc já sabe os meus fins
acho que vc deva ser o que vc realmente é.
Inspiradésima ...
Lí bastante acerda de Freud, Leo.
Só não li o próprio.
Sou o que sou. Essa mistura, nada pura.
bjs
Agradecida Flávio.
Sé é que é um elogio...rss
bjcas
Lindo Demais Rossana!
A obra Freudiana há muito está ultrapassada.
Acredito que sua verdade, a do poema cabe em todos nós.
Quem me conhece pessoalmente, sabe que sou uma piada solta no mundo, mas existem horas que falseio um pouco, para mudar o objeto do tema!
Linda a sua verdade!
Mais lindo o seu poema!
Beijos
Mirse
"Uma pilhéria
paradoxal"
Quanta bendita honestidade para se tornar inteira.
A vida a juntar fragmentos .Salva-se quem constrói monumentos vítreos,obeliscos de arte.A gente se cria e se faz a cada uno momento...
edificar-se em versos livres no acaso dos dias.
Rossana você anda experimentando bons e raspantes caminhos do encontro.
E na tang~encia Freud.perfeito.
Com carinho,
Cris
o que está no poema não é você.
o que está no poema, quando muito, é a poesia.
você não está.
nem adianta.
você é íntegra, ainda que aos pedaços, cara!
tenho certeza?
Oi Rossana!
Que bom receber sua visita!
Gostei muito do poema! Da até vontade de mandar para o meu psicologo que diz que eu sou impenetravel.
Será que ele suspende a alta?Rsrsrsrs
Bjs.
Mirse, eu vejo a piada, como uma ponte para a alegria e a descontração. Se assim for, posso acreditar na sua auto-definição.
Grata por achar linda a verdade e o poema. Só mesmo esse seu coração amoroso...
beijos amiga
ô Cristina! Que saudades que estava de tuas visitas e das novas histórias do teu blog. Ando passando por lá saudosa dos teus escritos.
Ando mesmo experimentando bons e raspantes caminhos do encontro...
Meus últimos posts tem sido sobre essa busca. Tenho fases como a lua...rss
beijos, querida.
Sei não, Prof.
Ando assim assado, juntando caquinhos. Quebra-cabeça de gente.
Acho que perdi algumas peças.
Gosto muito do que escreve cara.
bjcas apimentadas.
Acho que o psicólogo te interna e me interdita, Fátima...rss
Visito com prazer teu blog, que gosto muito.
bjs
" De acharem o que eu sou o que não acredito"...essa é a questão primeva: o que eu sou?...bendita vc que descobriu...adorei isso!!!
Adriana, será que descobri?
Adorei que você adorou...
bjs, querida.
Muito interessante a sua poesia: paradoxal, eu diria.
Um questionamento a se pensar.
Parabéns pela inspiração!
Beijos!
Grata pela visita e comentário, Ariana.
bjs
Será que Freud explica? (rsss.)
Bjs.
Claro que é um elogio ... você escreve super bem.
Talvez seja porque fiz alguns anos de análise ...
Espero que tenhas tido alta e não que fugiste da raia, Flavio.
bjs
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