quinta-feira, 27 de agosto de 2009

desencontro


Escrevo apenas porque é preciso
Não que tenha algo a dizer.
Tenho algum tempo e pouco siso
E pouco importa a dor de me perder

E por falar em perdida
tantas vezes já me aconteceu
que não carece mais nada parecido
do que já houve entre um poeta e eu

Foi abundante a dor, fartas feridas
Profuso e moroso desagravo
Somos lados oposto da mesma lua
cara e coroa de um mesmo centavo

Somos dois compassos separados
Mesma pauta de uma única sinfonia
somos passos desencontrados
dançando errado a mesma melodia

Mágicos heróis da resistência.
Somos proa e popa, água e óleo
Vivo eu de reminiscências

E das memórias de um adeus infindo
Sem ponto final, apenas reticências
se foi enquanto eu estava dormindo...

41 comentários:

Mai disse...

Lindo, verdadeiro e hoje, eu precisava ler algo assim.

Beijos,

Mateus Araujo disse...

Foi abundante a dor, fartas feridas
Profuso e moroso desagravo
Somos lados oposto da mesma lua
cara e coroa de um mesmo centavo"

AH!!!! VIAJEI!
QUE LINDO!!!!


morri/

Mirse Maria disse...

Lindo Rossana!

Que poeta! feriu o coração da minha amiga querida! Acho que poetas só amam a si.

Tal qual a Mai esse tubinho preto cabe em todas nós!

Belíssimo!

Parabéns!

Beijos

Mirse

DANIZINHA disse...

Original, autenctico....foi ler e gostar, simples assim.

beijos

Ariana disse...

Lindo...
Lindo...
Lindo...
Caraca!!!

Você é muito boa com os versos, hein...
Esse tá demais!
Parabéns!

Beijos!

Batom e poesias disse...

Mai, estás suscinta hoje...
Beijos

Batom e poesias disse...

Que bom que gostou, Mateus.
Fico feliz.
Bjs

Batom e poesias disse...

Poetas são mesmo fingidores, Mirse.
Será que nós também? rss

bjs amiga

Batom e poesias disse...

Adorei o comentário Danizinha.
Obrigada por vir.
bjs

Batom e poesias disse...

Grata!
Grata!
Grata Ariana!

beijos

nina rizzi disse...

caramba, mulher! é dos miores, hm ;)
beijo.

BAR DO BARDO disse...

Desejo melhor sorte com outro poeta. Nem todo poeta é egoísta como eu, por exemplo. Desejo boa sorte, sujeito lírico!!!

O meu sonho de poeta era encontrar alguém que gostasse de mim e de minha literatura... Mas palavra não põe pão à mesa...

Esquece, vai!

Adorei o seu texto, Ross!

Um beijo do Henrique!

Batom e poesias disse...

Nina a gente fazemos o que podemos, sô.
bjcas

Batom e poesias disse...

Henrique
Eu gosto, gosto e gosto.
O sujeito lírico quer casar com um soneto.

Ah, esquece, vai!

beijos

Lara Amaral disse...

Que bonito, Rossana. Escrever sobre o "oposto" é sempre bom, ajuda a descarregar. Mesmo quando dele retemos dor, o muito que se aprende ainda é válido.
Beijos!

BAR DO BARDO disse...

Não esqueça.
Não esqueço.

Lembremo-nos sempre...

Batom e poesias disse...

Sempre se tira o bem do mal, Lara.
É só saber procurar bem...
bjs moça.

Batom e poesias disse...

Combinado Henrique.
bjs

Renata de Aragão Lopes disse...

"Escrevo apenas porque é preciso."
Assim escrevemos...

Fiz hoje,
lá no doce de lira,
algumas considerações a respeito.
Estranho:
escrevo desde criança
e é tão difícil
dizer-me poetisa! : )

Um beijo!

Batom e poesias disse...

Nós nunca nos dizemos...
Dizem de nós, Renata.
Eu digo que és uma grande poetisa.
Vou lá na sua casa doce.
bjs

Stella Tavares disse...

Muito lindo, Rossana. "passos desencontrados dançando errado a mesma melodia". Extrai-se poesia da dor, do amor, de tudo que toca profundo e até de banalidades. Você escreve lindamente sobre qualquer inspiração que te vier.
Bjs.

Batom e poesias disse...

Bom que tenha gostado Stella.
Extrair poesia da dor é com extrair antídoto do próprio veneno...

Grata por ter vindo
bjs

Flavio Ferrari disse...

Me deu saudades do que ainda não vivi ...

Mai disse...

Rossana,
quando me chamam eu apareço.
E morro quando sentem falta de minhas palavras ou estranham-me suscinta, sentindo a falta dos meus exageros.
Porque eu sou essa hipérbole ambulante e seriamente sou essa menina maluquinha, cinquentenária, com uma panela na cabeça e brincando com o mundo.
.
Mas a sério, quando é sério eu fico suscinta. Quando a coisa é a dor eu as vezes tento fazer cócegas, mas tenho receio de, com a palavra, machucar alguém.
Então voltei prá te dizer que AMAR tanto dói como faz feliz e que o poeta que ama, ganha o que perde - o amor - quando dá e recebe.

Acho que não havia muito o que acrescentar. Teu texto está perfeito, uma luva na elipse.

Te gosto,

Batom e poesias disse...

Sempre é tempo, Flávio, mas se cuide com poetas...
beijoca

Batom e poesias disse...

Mai, adoro hiperboles poéticas, matemáticas, geométricas, dramáticas, e sobretudo com panelas na cabeça.
Adoro tudo o que escreve (uma luva na elipse) e te dou licença para me fazer cócegas a vontade...rss

Te gosto também.
bjs

Adriana Karnal disse...

Mas que lindo Rossana...entre você e um poeta há um hiato...

Assis de Mello disse...

Estou reciprocando sua visita rsss.
E adorando o seu blog. Muito bom mesmo. Já estou seguindo.
Se puder, me contate aqui: gryllu57@hotmail.com
Beijão Rossana !!
Chico

Whesley Fagliari disse...

Querida Rossana,

Enfim, aqui estou a te devotar todo o meu respeito e a minha amizade eterna... Adorei seu poema e imagina só se vc tivesse mesmo algo a falar, hein?! Tu realmente fala tanta coisa linda e sincera de uma forma encantadora e única... Parabéns!

Lindo! Lindo! Lindo!

Luz e paz!

Com carinho,
Whesley

Batom e poesias disse...

Vou tomar isso como elogio Adriana..rss

Beijos querida

Batom e poesias disse...

Que bom Chico!
Bem vindo de novo.
Outro beijão

Batom e poesias disse...

Apareceu Whelsey!

Mas eu tava com uma saudade das tuas visitas, meu amigo!

Que bom que gostou.
beijo

ángel disse...

Ha sido un gusto leerte y descubrir tu espacio literario.


Saludos...

Batom e poesias disse...

Muito Grata, Ángel.
bjs

Flavio Ferrari disse...

Poetas e fingidores
jogando com palavras
entre dores e amores

Batom e poesias disse...

Que jogo bom Flávio!
Você sabe...

AFRICA EM POESIA disse...

ROSSANA
Obrigada pela visita e por
...GOSTARES...
Um beijo





CHEGUEI



Cheguei aqui e parei...
Cheguei aqui e sorri...
Sorri com muita força...
Pois sei que aqui sou eu...

Aqui páro e escuto...
E sei que escuto o que eu gosto
E sinto o carinho que me cerca
E sei que é um querer de verdade...

Porque aqui...eu estou...eu fico...eu sou!...
E quando a amizade é de verdade...
Eu cresço e fico muito maior...

É por isso...
Que eu sou pequena...
Mas muitas vezes...
Me sinto "grande".

LILI LARANJO

Batom e poesias disse...

"E quando a amizade é de verdade...
Eu cresço e fico muito maior..."

Também muitas vezes me sinto grande também Lili.
bjs

Mário Lopes disse...

Lindo de morrer o teu poema, Rossana. Como um regatinho e a música do seu rumorejar. Como o lento sussurrar da brisa nas folhas de uma oliveira. Como a luz doce do outono desmaiada nas ervas dos campos. A beleza é triste e assim também é o amor. A luzir, a luzir como uma frágil gota de orvalho. À espera, à espera...


Quando saímos daqui, sentimo-nos mais inteligentes um pouco. Tens esse dom enorme de nos fazeres melhores.
Beijo doce, de agradecimento.

Batom e poesias disse...

Lili, que bom que chegou por aqui.
Grata pelo lindo poema.

bjs

Batom e poesias disse...

Mário, vou acabar acreditando que faço isso tudo.
Bjs meu querido.