quinta-feira, 29 de julho de 2010

Da poesia

Palavras do coração - Amanda Cass


Tenho um mundo inteiro
de palavras ao meu dispor
Um dicionário com 
400 mil vocábulos
Um idioma
Vários...

Nada disso faz poesia .

24 comentários:

Assis Freitas disse...

eu tenho tijolos, cimento e areia e não consigo erguer a casa,

beijo

Rodrigo Braga disse...

Nossa! Forte e até irônico. Mas o que mais gostei foi o pensar: Onde está a poesia? Ou melhor: De onde vem a poesia? Belas palavras não fazem um poema, acho até que palavras não fazem um poema. O poema pode até ter palavras como pode ter a gota de orvalho na folha verde ou o som do vento por entre as coisas.

No meio disso tudo só dá para pensar que adoro Batom e poesias.

Primeira Pessoa disse...

tudo isso faz poesia.

sei que cê sabia.
e sabe. rs

beijão
r.

ryan disse...

certo certo
fósforo
hemoglobina
neutrino
toureiro
pimenta
toldo

e aí?

JB disse...

Se ao ler, algo cá dentro estremecer, então para mim é poesia :)
Às vezes uma só palavra chega... outras vezes...

Lindo! Adorei a imagem!

Mirze Souza disse...

Que lindo, Ross!

Uma poesia sem palavras também é poesia. Muitas vezes mais bela!

Beijos

Mirze

Wania disse...

Rossana

Lembrei-me de uma frase de Adélia Prado que eu adoro: Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra...


Tens olhos de ver, de ver além, minha querida...só que eles nublaram por alguma nuvem passageira que logo, logo o vento da inspiração dissipará! E aí, esta pedra poderá ser tudo que quiseres!


Bj carinhoso e uma rosa branca pra serenar teu coração!

Mário Lopes disse...

Nada disso faz poesia...

No entanto,
sabes que não tens outro caminho
para conseguires o poema
e sabes também
que o tens de construir devagar.
Pegas nas palavras com carinho,
pois sabes como são frágeis
e não tens outras,
algumas vão sangrar, outras sorrir,
outras contrariar o que ordenas.
Mas,
pacientemente,
vais colocá-las ao lado umas das outras,
acariciá-las, afagá-las,
depositá-las cuidadosamente
nas mãos dele,
ainda intranquilas,
até nascerem dos seus dedos
as primeiras andorinhas
que as farão sonhar
ao vê-las beber o azul do céu
por cima dos campos e das casas.
Outras estão cobertas de silêncio
dos gestos de ternura.
São as que tu desprendes
nas margens dos rios
que ardem na sua pele.
Outras existem só no seu olhar
e ganham cor
quando nele se perde o teu.
Então,
é quando chamas por ele
para terminar o poema:
deitas o seu corpo na sua cama,
despes-lo das palavras todas
e deixas que o vosso amor
vos banhe nus
num abraço de luz
e acabe ele o poema.



Influenciado por um final de poema do grande Nuno Júdice, quis abrir um trilho até ao teu lúcido pensamento e tentar fazer alguma poesia do e no teu momento desencantado.
Novo beijo doce de alento, querida poeta da vida.

tonhOliveira disse...



abc_efghijklmn
_pq_stuvwxyz!



eu tomei um sorr:) e ela...



Complete a frase acima
e vê se acha a rima!

beij♥ ← nele e muita ☼ pra ti!

P.S.: sorr:) = "sorril"

Jorge Pimenta disse...

pois, eu tenho calor, sol, praia, mão de afectos e o inverno não morre...
um abraço!

Fouad Talal disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lara Amaral disse...

Nada disso faz poesia, até chegar uma alma como a sua e tocar, letrinha por letrinha.

Beijos.

Batom e poesias disse...

Assis: Você não é pedreiro como talvez eu não seja poeta... Bjs

Rodrigo: Você esclareceu muito melhor do que eu faria, querido. Bj

Roberto: Até que sei... Ou não... Será? Bjs

Ryan: Eu não disse? Mas com um pouquinho de suor dá para rimar! Bj

JB: Bom que pense assim e feliz porque gostou. Bjs

Mirs(z)e: A poesia do silêncio também seria poesia? Beijos

Wania: Adélia sabia das coisas, assim como você. Já eu, tenho muito que aprender. Recebo sua rosa com alegria. Bj

Mário: Confio que vou reencontrar a poesia, ou vice-versa. Como sempre seus comentários são melhores que minhas postagens. Bj

Tonho: "Feliz na janela...":) Adoro seu comentários enigmáticos Bjsssss

Jorge: Seremos uma daquelas almas sombrias, menino? Bjs

Fouad: Eu queria ter um olhar que inaugura o dia, suprime o verbo e mareja as vistas, mas ando míope de tudo. Besos

Lara: Queria mesmo ser uma fadinha... :) bjim

Juan Moravagine Carneiro disse...

Que belo caos linguistico isso pode dar..

beijos e agradecido pels palvras e visitas ao Rembrandt

tonhOliveira disse...



As vezes me jogo pela janela.
Porque?
A VIDA não é bela...(?)

Marcantonio disse...

Mas, Rossana, há um período de acúmulos, silencioso, em que se montam estruturas imperceptíveis, cambiáveis, mutantes, como que vazias de sentido. Um dia as palavras, sem serem convocadas, aparecem e vão se empoleirando nessas estruturas, nesse DNA poético, vestindo de música aquelas partituras silenciosas.

Beijo.

Cris de Souza disse...

Preciso mais da poesia, que ela de mim.

Beijos!

Fabrício Santiago disse...

Olá, desculpe invadir seu espaço assim sem avisar. Meu nome é Fabrício e cheguei até vc através do Blog Teatro da Vida. Bom, tanta ousadia minha é para convidar vc pra seguir meu blog Narroterapia. Sabe como é, né? Quem escreve precisa de outro alguém do outro lado. Além disso, sinceramente gostei do seu comentário e do comentário de outras pessoas. Estou me aprimorando, e com os comentários sinceros posso me nortear melhor. Divulgar não é tb nenhuma heresia, haja vista que no meio literário isso faz diferença na distribuição de um livro. Muitos autores divulgam seu trabalho até na televisão. Escrever é possível, divulgar é preciso! (rs) Dei uma linda no seu texto, vou continuar passando por aqui...rs



Narroterapia:

Uma terapia pra quem gosta de escrever. Assim é a narroterapia. São narrativas de fatos e sentimentos. Palavras sem nome, tímidas, nunca saíram de dentro, sempre morreram na garganta. Palavras com almas de puta que pelo menos enrubescem como as prostitutas de Doistoéviski, certamente um alívio para o pensamento, o mais arisco dos animais.


Espero que vc aceite meu convite e siga meu blog, será um prazer ver seu rosto ali.


Abraços

http://narroterapia.blogspot.com/

Renata de Aragão Lopes disse...

Lindo, Rossana!

Tudo no mundo
depende de ação.

Beijo,
Doce de Lira

Solange disse...

à minha maneira quis dizer a mesma coisa lá no Eucaliptos...

e você escreveu lindamente...
lindamente...

beijo carinhoso

Eraldo Paulino disse...

Poesia é rimar, é como cagar...

Não importa como e onde vem a vontade
o importante é a hora de terminar

Bjs em muitas línguas!

Batom e poesias disse...

Juan: Eu que agradeço sua visista. Bj

TonhO: Você é muito querido!

Marcantonio: Que venham a mim as palavras. É tudo o que quero. Bj

Cris: Comigo é exatamente assim. Bj

Fabrício: Claro que vou conhecer. Grata pela visista. Bj

Renata: Meio poetaplégica no momento, mas vou [re]agir. Bj

Solange: Saber que você gostou, me faz muito, muito contente. Bj

Eraldo: Que Paulinice mais escatológica. Mas entendi... Bj

Amiga do Cafa ( Celamar ) disse...

Rossana,
pois é...você faz poesia até com a " não poesia"...risos.
Muito bom.
Direta. Diferente. Poeta.

Grande beijo e excelente semana

Batom e poesias disse...

Cel, fazemos o que podemos...rss
Bjca