sábado, 23 de outubro de 2010

da primavera


Na hera repleta
de insetos
sem compostura
No jardim
de margaridas
sem pudor
No pomar
de frutas
sumarentas
e maduras
Dezenas de pássaros
sem decoro
a despeito de minha
melancolia
Festejam a vida
Canoros

Rossana Masiero

18 comentários:

Assis Freitas disse...

bonito canto, sopro sonoro



beijo

Marcantonio disse...

Grande momento, Rossana! Pois é, a natureza não respeita nossos estados de espírito.

Beijo.

Em@ disse...

Amei, Rossana!
mete bichinho e natureza, amo de certeza.

beijo

Leonardo B. disse...

[plenitude da primavera, que renasce em cada outono que passa, dentro da palavra, dentro dos recantos do mundo]

um imenso abraço, Rossana

Leonardo B.

Mirze Souza disse...

Lindo Ross!

Um momento de reflexão você me proporcionou!

Beijos querida amiga!

Mirze

contagotas disse...

Rossana
Sua melancolia decerto desaparecerá se, tal como os pássaros, festejar a vida cantando.
E que bem que você canta!

Beijos
MariaIvone

Lara Amaral disse...

A falta de decoro da natureza não chega perto da nossa...

Sensacional, Ross!

Beijo.

Pablo Rocha disse...

Poema gostoso demais de se ler. Um ritmo bem definido e um finalzinho num lamuriar meio irônico. Gostei muito, Rossana.

Parabéns pelo talento.
Beijos!

tonhOliveira disse...



"De cantada em cantada
a cantora alada decantou...

Encantou-me!

:)

Zélia Guardiano disse...

Querida Rossana
Em que pese o meu estado de espírito também melancólico, penso que eles estão todos certos...rs...
Nós é que precisamos "entrar na deles"...rs...
Lindos, versos, amiga!
Beijo!

Phoenix disse...

a mãe natureza só olha para ela própria..o nosso mundo pode estar como uma tempestade mas olhando lá para fora o sol sorri-nos..(e talvez até seja melhor assim =))**

Mário Lopes disse...

E assim a primavera amplia o silêncio que nos habita, como se a sua luz branca só permitisse, que nos olhos se entornasse a melancolia que nos banha. As aves sabem que é quando a luz é mais doce e perfeita que têm de partir, deixando o outono dentro de nós.

Simplicidade e profundidade juntas, nesta bela poesia.
Beijo terno, Rossana.

Cris de Souza disse...

a natureza deste poema é brilhante, fina flor da ironia...

beijo, bela!

Dilberto L. Rosa disse...

Fizeste lembrar-me daquele poema do Ferreira Gullar, escrito em homenagem à morte de Clarice Lispector, onde ele descreve um lindo dia ensolarado, mesmo diante de toda aquela tristeza, tudo se lixando para aquela melancolia: "as pedras e as nuvens e as árvores/ no vento/ mostravam alegremente/ que não dependem de nós"... Muito legal! Abração!

Mário Lopes disse...

No limite do dia, mas bem dentro da primavera, uma margarida te deixo para alegrar, já na noite, quem de manhã verá nascer o verde do azul, de tanto olhar o sol.

Parabéns para Maria Thereza!
Feliz Aniversário!

Beijo doce.

Wania disse...

Rossana

A vida vai acontecendo lá fora, mesmo que dentro não tenhámos motivos para festejá-la. Na primavera a provoção é muito maior...mas quem sabe não serve de inspiração!
A natureza é sábia!


Bj grande, minha amiga querida!
PS: adoro joaninhas!

Flavio Ferrari disse...

Vou visitar a sua cidade para uma palestra no dia 01/12, no teatro do Shopping Colinas, num evento chamado ELEVA (Encontro de Lideranças Empresariais do Vale). Quer tomar um café ? Me mande um e-mail com seu endereço para contato ... bj

BAR DO BARDO disse...

Orgia edênica.

Gostei!

Felicidades, Rossana!