domingo, 30 de janeiro de 2011

Ruínas

Casario em ruínas - Foto Rossana Masiero

Não é que eu queira morrer
Só não encontro encantos em ficar viva
Imobilizada e abalada pelos tempos
e temporais

Não é que eu não tenha motivos para viver
É que não são intensos o suficientes
para me impelir
à resistir

Mas ainda barganho comigo
E escondo o tanto
de terror que sinto
Minto...

Impossibilitada de fugir
e incapaz de compartilhar
Paraliso

Sem mais chances
Sem recomeços
Sem escolhas ou transformações
a solidão devorou-me
e cuspiu-me um espectro
diluído e misantropo
da menina que fui

Sou destroços

Sem perdão para minha tanta ingratidão
só queria me reconciliar com Deus...

10 comentários:

Mirze Souza disse...

ROSS!

Quando estive assim, um pouco pior que isso, devido à problemas de saúde, encontrei a poesia que embora não seja una expert, me distrai.

Mas se você pensou em Deus, corra e faça alguma coisa. É ELe quem lhe chama. Um trabalho voluntário, meia hora de meditação, um bom papo com Ele sempre ajuda!

Se precisar de mim, sabe como me encontrar!

PAZ, Amiga!

Lembre-se que TE ADOLO!

Beijos

Mirze

Flavio Ferrari disse...

Deve ter acontecido alguma coisa muito triste para inspirar uma poesia como essa ... Se quiser conversar ... bj

Maria Rita disse...

Entendo [sinto] perfeitamente cada letra deste teu poema!


Beijos e forças pra Ti

tonhOliveira disse...



Nossa casa,
nossa VIDA
nosso corpo e espírito
poesia e análise...
ArquiteTUras,
organização do espaço interior!
...

Neste caso das ruínas,
"chame" o IPHAN para uma avaliação!

*

"Desculpe-me poeta,
mas nunca sei quando falas
da Arquitetura ou da Arquite(poe)ta!"

:)

Grã disse...

Relíquia

Lara Amaral disse...

Amiga do céu, fiquei arrepiada. Escrevi aquele último poema que publiquei hoje e, agora que vim aqui te ler, vi o tanto que bateu. Nossa sintonia às vezes me assusta. Que bom que tenho vc!

Beijo.

Dilberto L. Rosa disse...

Muito interessantes as tuas idas e vindas (pelo tempo e) entre as tuas antinomias... Uma antítese interessante em ser e deixar de existir... Uma reconciliação com Deus mais pelo medo ou pelo comodismo do que pela busca interessada... Quase um casarão em ruínas, pedindo para ser derrubado porque ninguém mais o enxerga como a grande coisa que um dia foi... Em outras palavras: muito bonito... Abração!

Miltextos disse...

Menina, menina

Batom e poesias disse...

Dilberto, acho que é isso aí. rss
bj

Batom e poesias disse...

Miltextos,

eternamente...
bj