terça-feira, 17 de março de 2009

agora

Agora me sinto inútil me sinto inerte
Mais do que tudo eu me sinto infame
Sou o demônio a tentação do santo
Sou o pecado que se faz presente
Eu sou a droga que corrompe o fraco
Meia verdade torpe que influencia
Eu sou maligna
Indigna e impura
Sou como a decadente noite que alicia...
Sou ato falho
Aço frio lâmina
Usei e abusei da poesia
Sem dó nem piedade cortei almas
Miseravelmente noite e dia...
Agora sou eterna amaldiçoada
com a "infinitude" do problema
Equacionei errado as palavras
Inflacionei mentiras
Maculei o poema

6 comentários:

Amiga do Cafa disse...

Bela poesia.
Na veia.
Palavras que cortam
Vi seu blog no blog da Glória.
Visitei e gostei.
Beijão

Batom e poesias disse...

Legal estar sendo lida. É um prazer que nunca tive. Obrigado por comentar.

glória disse...

Rossana, essa tua elegia me deixa levitando de poesia. Tu tem noção como tuas escrituras têm sangue, suor e todos o líquidos que dizem da dissolvência do amor? como vocÊ deixou tanto tempo isso remetido ao silêncio? tens uma leitora assídua! bjs

j. monge disse...

É no que dá: tu descobriste a minha casa eu eu fui ver quem batia. Acabei lendo todo o teu blog.
Escreves com gente lá dentro ecom uma estrela na mão.
Adorei e vou ficar de olho em ti!
Beijo de Almada, Rossana!

Amiga do Cafa disse...

Amei sua participação no meu blog.
Você tem sempre algo a dizer.
Aguardo novas postagens !
Òtima noite de quinta !
Beijão

Anônimo disse...

Aprendi muito