
Nunca sou
Sempre estou
E meu "estar"
depende do instante...
Posso ser líquida o bastante
e fluir tépida
e aconchegante
Ou ser gasosa
aparentemente insípida
e envenenar o ar
dissimuladamente
Mas posso ser sólida
gigante
E me prostrar de frente
como um muro
Uma parede enorme
e ignorante!
Sempre estou
E meu "estar"
depende do instante...
Posso ser líquida o bastante
e fluir tépida
e aconchegante
Ou ser gasosa
aparentemente insípida
e envenenar o ar
dissimuladamente
Mas posso ser sólida
gigante
E me prostrar de frente
como um muro
Uma parede enorme
e ignorante!
3 comentários:
Ótimo poema, Rossana.
Beijos
Rossana, esses poemas seus estão em estado perene de trans-migração. Eles sabem-se movimento em espiral. Agrada-me os poemas feito vulcão, essa coisa da palavra em erupção. ser ignorante é muitas vezes um gesto de grandeza. te ler é um grand eprazer. bjs moça.
somos os 3 estados da matéria e procuramos toda a vida a "matéria" do nosso "estado".
adoro o vulcão dessa caneta.
beijos!
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