segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Solidão


File photo by Jim Peaco


Temos um ninho
um filhote
de passarinho
Mas sempre
voas sozinho
Deixo-me olhar
de longe a vida
Aprisionada
pela ausência
de minhas asas
Amputadas
por minhas
próprias bicadas.

Rossana Masiero

21 comentários:

Lara Amaral disse...

É que dá um medo às vezes, no meu caso...

Beijo aninhado.

Assis Freitas disse...

auto-flagelo? asas renascem


beijo

Rodrigo Braga disse...

Pueril e tristinho. Tipo de poema que dá vontade de pegar no colo.

Bjs!

Phoenix disse...

que triste rossana..lindo mas tão triste..se foste tu que as destruiste, é porque também tens a capacidade de as reconstruir =)

beijinho*

Phoenix disse...

que triste rossana..lindo mas tão triste..se foste tu que as destruiste, é porque também tens a capacidade de as reconstruir =)

beijinho*

Wania disse...

Rossana

Toda solidão é um tempo de asas recolhidas, mas que nunca esqueçamos que para voar outra vez basta um impulso!
Asas foram feitas para voar... e quem voou uma vez, não se contenta com o ninho.


Que a nova plumagem chegue toda com a primavera...
Bjão, querida!

Flavio Ferrari disse...

Triste e introspectivo ... ainda assim, lindo.

tonhOliveira disse...



so):dão?
só lhe dão!

Eraldo Paulino disse...

Quando não for pra me arrancar nada, eu aceito umas bicadas ,tá?

Bjs no batom!

Mirze Souza disse...

Ross!

E olha que entendo de prisão, amputação e ausências. Mas este poema me pegou.

Lindo demais! Olhar de longe a vida, nessa hora é o melhor.

Profundo, triste e BELO DEMAIS!

Beijos

Mirze

fouad talal disse...

eu sempre disse pra ocê avoá... mas precisa de asa né?

ó!
a não ser que você seja um esquilo voador, a queda é dura...
deixa estar, fortalece.

já te vi cobrindo o sol no céu, não vou te ver entre as sombras na terra.

fica bem.
um beijo menina.

fouad talal disse...

conheço,

minha mãe dizia que gente descalça pega resfriado...rs

(sério mesmo, não sei o que é isso.)

me conta!
beijing

Flávio Morgado disse...

Gostei. As águias também já me causaram essa poesia. O animal solitário, mas também da renovação.

F.M.

Jorge Pimenta disse...

alegoria de vida impressionante. retrato duro, mas genuíno e tão próximo de momentos e vivências individuais diversas... é esta a grande poesia!
um abraço!

contagotas disse...

Rossana
Aqui se diz: "Quem não tem cão caça com gato"
Se não tem asas, não voa! Anda, corre, salta, canta, pinta, namora, brinca, abraça, ..., sonha,... mas sobretudo se gosta.

Mais um poema lindíssimo onde as palavras surgem tão na hora, tão a propósito que não podia ser diferente.

Beijos, amiga
MariaIvone

Solange disse...

Rossana...

quantas vezes a gente percebe que voa-se a despeito das asas...

a vida é que bica a gente de vez em quando...

deixo meu carinho...
e um abraço enorme....

Mário Lopes disse...

Muito sentido o que escreveste, Rossana. Como sempre, da tristeza e do desencanto nascem belos poemas, águia careca da mantiqueira, que sem asas para voar por outras alturas, fez ninho na árvore junto à estrada do parque. Do parque onde passeamos as nossas dores sem asas, que são as tuas, também.

Beijo carinhoso.

vanessacamposrocha disse...

as vezes só não enxergamos as asas lindas que temos!!
linda voz!!
saudades

A.S. disse...

Querida,

A pior das solidões é aquela que sentimos apesar de acompanhados!...

BjO´ss
AL

Dilberto L. Rosa disse...

Bacaninha mesmo... Parece divertir-se com a própria nostalgia ao não se levar a sério, irrompendo no meio em dois poemas, tal um ninho que pode se despedaçar a qualquer hora! Abração!

Maria Paula Alvim disse...

... pois é. Muito bonito, Rossana. Gostei também do seu blog.